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Varicela ou Catapora


A varicela é provocada por um vírus do grupo herpes (vírus varicela-zoster). Apesar de ser benigna na maior parte dos casos, provoca desconforto e mal estar e obriga a ausência da escola e a dias perdidos de trabalho pelos pais, durante pelo menos uma semana. O tratamento é, na maior parte dos casos, destinado a baixar a febre e as dores, a diminuir a sensacção de prurido e a cuidar da pele para esta não se infectar.

A varicela ou catapora é uma doença infecciosa aguda, comum na infância dos seres humanos, altamente transmissível e causada pelo vírus varicela-zóster, também conhecido como HHV3 (human herpes vírus 3). O zóster é uma doença da velhice, uma forma reincidente tardia dos vírus da varicela que permanece dormente nos gânglios nervosos.

Progressão e sintomas

A varicela é uma de cinco doenças da infância com exantemas. As outras quatro são sarampo, roséola, rubéola e eritema infeccioso.

Entra no corpo pela faringe ou pela conjunctiva do olho. Aí multiplica-se e dissemina-se pelo sangue, até à pele. O período de incubacção até ao surgimento das pústulas é de cerca de 12 dias.

Os sintomas iniciais são a febre e erupções maculopapulares (exantemas), seguidas de erupções vesiculoeritematosas muito pruriginosas (ou seja pústulas que causam comichão). As pústulas apresentam-se com base vermelha e cúpula transparente ("gota de orvalho em pétala de rosa"), com cerca de 3 milímetros de diâmetro. Várias gerações de exantemas surgem durante cerca de 4 dias, com vários estágios em zonas diferentes ao mesmo tempo (ao contrário da varíola). Os exantemas existem mais no peito mas em todo o corpo, incluindo couro cabeludo e mucosa oral.

A varicela é geralmente inofensiva excepto em doentes com imunodeficiência, ou em neonatos, em que pode causar infecções do cérebro ou pulmão potencialmente mortais. Nos adultos os sintomas são mais sérios e a doença mais perigosa, e ainda que geralmente de resolução sem problemas, pode ocorrer pneumonia intersticial (em 20% dos casos adultos ou na adolescência).

Zóster

Durante o episódio de varicela, geralmente na infância, alguns vírus invadem os gânglios nervosos espinhais e/ou dos nervos cranianos, onde permanecem na forma latente, sem se multiplicar e sem causar danos ou sintomas.

Muitos anos depois, tipicamente na velhice, o envelhecimento do sistema imunitário leva à moderada imunodepressão, e o vírus é reactivado. Contudo a imunidade adquirida pelo indivíduo é ainda suficiente para impedi-lo de causar novo episódio de varicela sistémica. Em vez disso, ele limita-se a multiplicar-se nos nervos sensitivos da raiz espinhal em que foi reactivado. O resultado é a zóster. Esta é uma condição extremamente dolorosa cutânea, que se limita à faixa da pele (dermatoma), bem delimitada, inervada pelo nervo sensitivo afectado. A pele apresenta-se extremamente sensível ao toque, com dores, e maculas vermelhas infecciosas semelhantes às da varicela. Alguma dor pode persistir após resolução da infecção devido aos danos causados em 30% dos idosos afectados.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico é por detecção do DNA viral por PCR; ou detecção dos antigénios virais ou anticorpos específicos por imunofluorescência.

Não há cura, mas os fármacos antivirais acicloguanosina, aciclovir ou famciclovir podem ser úteis em reduzir a duracção ou severidade dos sintomas. Existe uma vacina mas o baixo perigo e os problemas potenciais com a vacina tornam-na polémica. É comum até crianças que ainda não foram infectadas serem enviadas para brincar com as doentes, de forma a sofrerem a inócua varicela infantil e ficarem protegidas para sempre da mais perigosa forma adulta (mas não do também inócuo Zóster).

Antes de qualquer remédio, uma determinacção: nunca coce. As bactérias são invisíveis e podem infeccionar as feridas. Normalmente, as cicatrizes escuras da catapora são decorrentes de infecções secundárias.

Cuidados locais. Banhos com permanganato de potássio são sempre aconselhados para aliviar a coceira e cicatrizar rapidamente as feridas. Importante: dissolva um pacote ou um comprimido em cinco litros de água.

Se houver início de infecção, antibióticos podem ser receitados. Procure sempre o médico antes de tomar qualquer remédio. Se as dores de cabeça ficarem fortes, é possível que tenha surgido alguma complicacção.

Dicas de tratamento para o paciente

·         Corte sempre as unhas e deixe-as limpas;

·         Evite contacto com pessoas com baixa capacidade de defesa;

·         Use roupas leves, para evitar calor e aliviar as coceiras;

·         Use luvas na hora de dormir, se a coceira incomodar muito;

·         Tente aliviar o prurido com talcos mentolados ou banhos com maisena.